sexta-feira, 25 de abril de 2008

GOOD LUCK


Despedir-se é coisa pra quem sabe. Pra quem sabe ser gente grande que tem a certeza que distâncias geográficas nada mais são do que oportuindades de conhecer novos lugares. Que grandes desafios fazem bem à alma e que quando se carrega alguém no coração não há espaço, vácuo, esquecimento.
Despedir-se é coisa pra quem sabe. Pra quem sabe ser criança e não ter vergonha dos olhos cheios de lágrimas por uma ausência não planejada. É pra quem antes mesmo de separar já pensa naquele nó na garganta que dá.
É coisa pra passarinho que sabe que mais cedo ou mais tarde é chegada a hora de voar. Voar pra distante, pra um novo horizonte mas sempre com a certeza do voltar.
Despedir-se é tarefa árdua e que exige certa compreensão de que se despede de uma pessoa, mas não da história construída, do sentimento já firmado, da certeza do companheirismo.
Desejar sorte na nova empreitada, falar para pessoa amada que não há nada no mundo capaz de separar duas almas já pré- destinadas a uma na vida da outra existir.
Controlar a saudade, se fazer de forte mesmo quando seu porto- seguro vai pra longe, quando aquele colo necessário fica mais distante.
Existe, porém, remédio pra saudade. Um remédio chamado amizade. Amizade companheira, cúmplice de toda maneira e que sempre faz sorrir.
Amizade de amiga, conselheira primeira, pessoa que vibra, que torce por mim. Querida pelos sorrisos arrancados, pelo esporro sempre bem dado e pelo jeito meigo de existir.
E que essa nova estrada se abra cheia de flores e que um belo pote de ouro te espere no fim desse arco- íris. Que a lembrança seja viva e que provemos pra quem ainda duvida que ainda vamos rir. Rir das nossas palhaçadas, das nossa dúvidas, dos nossos conflitos e das vitórias alcançadas.


Querida, estava evitando esse post porque sabia que nesse momento não podia deixar de jorrar lágrimas. Sabia que a saudade ia apertar mas que o peito iria estufar de tanto orgulho da minha maninha querida. Mas vai ser sempre Mary Jane, amiga, irmã, companheira, conselheira, filha, alma gêmea. Minha borboleta, vai que o mundo te espera!

5 comentários:

Lola disse...

Confesso que nao sei me despedir!! E ja moro fora do Brasil ha quase 9 anos!

FINA FLOR disse...

nossa, que homenagem mais linda, Lu!!!!

eu sei me despedir, assim como você, bela, mas que não é gostoso, às vezes, não é.......

beijocas e bom fim de semana,

MM.

Ela disse...

Nossa

O seu espaço é maravilhoso.
Amei este post da despedida, peço autorização para utilizar com os devidos créditos.

Carol Montone disse...

Lu
eu não sei me despedir ...porque o que amo existe em mim para sempre...liiiiindo texto...bela homenagem...grande beijo cheio de admiração
Carol Montone

Luíza disse...

Há pouco tempo descobri que saudade não é um sentimento bom, pois se fosse não seria tão bom matá-la. boa semana!