quinta-feira, 22 de maio de 2008

Palácio dos sonhos...


De debochada que a vida é ela sempre vem me surpreender. Quando penso que sou toda desconstrução, massa sem molde ela vem e me mostra que não.
Não se trata de não ter contorno. Trata-se de ganhar um novo. É difícil fechar algumas janelas, nos faz pensar que o sol nunca mais vai entrar. Mas de sárcastica que a vida é logo me vem escancarando uma porta.
Porta pesada, que uma vez aberta me leva para o interior de um imenso palácio. Um castelo onde há um milhão de sonhos perdidos no ar. E feito criança em loja de brinquedo me deparo querendo todos.
Mas é inegável que um deles brilha tanto que chega a ofuscar minha visão. Chego mais perto, me aproximo e lá está ele.
Seu nome? Auto- conhecimento. Logo de cara para minha surpresa esse sonho começou a conversar comigo. Disse-me que era o mais cobiçado dos sonhos que muitos já haviam chegado ali procurando por ele. No entanto, poucos conseguiram fazer por merecê-lo.
Explicou-me que para atingí-lo não bastava querer, era necessário se esforçar. Era necessário ser forte e saber que no meio do caminho muitas, inúmeras pedras iriam aparecer.
Alguns tolos tentam chutar as pedras. Alguns poucos entendem que chutá-las de nada adianta, que o mais inteligente seria driblá-las. Outros pensam que driblar significa passar por elas sem que as mesmas percebam.
Não, driblar é enxergar com lucidez a todas elas e tentar assim, escolher o caminho menos penoso.
Depois de algumas horas de conversa resolvi que apesar dos percaussos escolheria esse sonho mesmo assim.
Segui em frente e logo comecei a entender o que ele quis dizer com as pedras. Confesso, que algumas que a princípio me pareciam pequenas, sem importância, tentei chutar. Confesso também que ao invés de removê-las o que consegui foi um belo machucado.
Após uma longa jornada já estava cansada de tanto caminhar. Mas novamente de irônica que a vida é me abriu as portas do mesmo palácio.
Resolvi dessa vez escolher um sonho chamado perseverança. E assim, passamos a caminhar lado a lado: eu, o auto-conhecimento e a perseverança.
Que não se confunda aqui perseverança com teimosia. Perseverança é uma maneira inteligente de ser teimosa. Ser teimosa apenas com o que vale a pena.
Logo comecei a perceber que a danada da vida começava a brincar comigo, mas dessa vez não mais irônica, sarcástica ou debochada. Tinha agora um ar de contentamento, de crescimento de felicidade.
E ali, na frente daquelas pessoas tão queridas galguei mais um degrau dessa longa jornada. E agora o auto-conhecimento me fazia companhia e como Shiva Natarajá, o rei dos bailarinos dançava ao som de uma sinfonia doce, leve e querida.
Segui em frente, mas agora um pouco diferente. Já não era mais a mesma, agora eu sou yogni.
E como não podia ser diferente agradeço a todos aqueles que me ajudaram a fazer as escolhas certas no castelo dos sonhos e aqueles que me ensinaram a driblar as pedras.
Minha querida instrutora Rafaella que me dedicou sua atenção e seu carinho, que me ajudou a galgar mais um degrau rumo à evolução.
À querida Vanessa de Holanda que me inspira a cada dia a ser uma pessoa melhor. Ao seu poderoso sorriso que muitas vezes me diz sem palavras: Eu acredito em você!
A todos os meus amados amigos do Swásthya que acompanharam a minha evolução.
E um agradecimento especial ao meu querido Mestre De Rose, porque sem ele nada disso seria possível.

5 comentários:

Carlos HS Brandão disse...

Olá!
Gostei muito do seu blog... é bem interassante...
Parabéns

Ela disse...

O sol é muito poderoso e quase impossível fechar uma janela eimaginar que ele não entrará.

Seu texto adentra minha alma e a s vezes tenho aimpressão que temos avanços e conquistas parecidas. Você escreve algumas coisas como eu sinto.

Deveria publicar suas crônicas , são maravilhosas.

Tenha um bom Dia!

FINA FLOR disse...

Que bonito, Lu! Você está escrevendo cada vez melhor, menina!!!

E poxa, escolhi o mesmo sonho que você: perseverar.

Vamos juntas nessa jornada, amiga.

beijos e parabéns pela conquista

MM.

ps: obrigada pelo carinho no outro post ;-)

Ju disse...

tem pedras que a gente dribla, tem outras que a gente chuta, algumas até se carrega na bolsa como lembrança. ouvi uma vez que vale até sentar nas grandes para refletir sobre a caminhada, achei genial, isso é viver!
beijos
;-)

Rafaella Coelho disse...

Lú!
Fiquei emocionada com o seu texto!
Linda a sua evolução, perseverança e amor!
Vamos juntas nesta jornada de auto-conhecimento e realizações!
Beijos e SwáSthya!