sábado, 16 de agosto de 2008

De como encaramos as coisas...

Mais que destino acredito que olhos atentos sejam a maior de todas as coincidências.

Nos últimos tempos andei pensando no peso das coisas. E esse vídeo acima veio a confirmar minhas idéias soltas que buscam conexão e mais do que isso veracidade.

Andei pensando que tudo pesa o peso que lhe atribuímos.
Agora a questão que realmente fica no ar é: porque algumas pessoas fazem questão de tornar tudo tão pesado e outras conseguem levar durante a vida em sua bagagem apenas um saco de plumas?

Ponto de vista. Eis aí a resposta que me vem a cabeça, não que seja a única ou a correta. Apenas a que me ocorre nesse momento.

Durante algum tempo carreguei o peso de fantasmas que pesavam toneladas. Mas de repente de um desses felizes insights resolvi que agora só cabe pluma.

Não, definitivamente jamais seria Polyana. Jamais viveria no melhor dos mundos. Nem tão pouco hoje sou a mesma que vai acordar amanhã.

O que mudou não foi o ser. Foi apenas uma troca de verbo. Deixo de ser e passo a estar. Ser fluxo de repente me parece muito mais interessante do que ser rocha.

Mas... Se amanhã me for útil volta a ser rocha, não no engessamento das idéias, mas na firmeza das minhas decisões.

De um processo complexo de auto- estudo o que no início me roubava noites de sono e o apetite de repente me pego rindo. Rindo desse processo que sem porque, coisa rara na minha vida de eterna pesquisadora de razões, agora passa a ser divertido.

Até aquelas verdades mais doídas hoje me fazem rir. Não que elas tenham ficado leves, mas enxergo agora a capacidade de mudar.

Tudo bem, adimito. Adimito que assumir que essa mulher decidida e com pisar firme no fundo oculta uma criança mimada não é tarefa que se realize do dia para noite.

Ainda não sei bem o que vai sair dessas tantas mudanças. Ainda não sei que molde vou ter, ou talvez nem tenha algum molde. Mas que o caminho está sendo fascinante, isso é inegável.

6 comentários:

Ela disse...

olhos atentos, captam imagens e impresões, que já levadas para a memória e nos conduzem no sentir e agir, dependendo quase que exclusivamente da maneira que sentimos o mundo e as pessoas.

Que bom saber que você está em busca de encontrar-se é que a procura tem sido maravilhosa.

abraço

Ana D. disse...

a maior parte das pessoas com pesos nas costas,nunca ou raramente sorri. Fazem da vida um grande e escuro quadro, onde têm de fazer as coisas sempre à maneira dos outros, mesmo sem saber o que raio estão a fazer. Isto é a razão de as crianças serem felizes, pois não têm preocupações nem fantasmas. Mas um belo dia , como que de um sonho, as pessoas têm de acordar e olhar à volta e viver.

Cadinho RoCo disse...

Para estar não é preciso prescindir do ser. Assim, seja o ser do seu estar para que então possa estar no seu ser plenamente. O resto é resto mesmo. E não deixe de mimar a criança mimada posto haver no mimo enorme virtude. O problema do mimo não está nele e sim na intensidade dada a ele. Quem não quer ser alvo de mimo?
Cadinho RoCo

Carol Montone disse...

Meu anjo vc não vai acreditar?
acabei de postar um texto muito sintozinado com o seu só que em outras paalvras..ao invés de plumas painas..hahah
vai lá e nao vai crer...vai gostar
beijosss
saudades
Carol Montone

Cadinho RoCo disse...

Já volteiu em busca de novidade.
Cadinho RoCo

Rafaella Coelho disse...

Sempre crescendo e evoluindo, este caminho é às vezes difícil mas recompensador!
beijocsa