quinta-feira, 17 de julho de 2008

Dos ciclos...


Todos nós já ouvimos alguém reclamar dos seus ciclos viciosos. Uns dormem pouco, outros comem demais, outros trabalham demais.

Fomos acostumados a lidar melhor com as impossibilidades do que com as possibilidades. Diariamente damos ordens negativas aos nossos cérebros. O que poucos já se deram conta é que essa maquininha que trabalha vinte quatro horas por dia é uma verdadeira criança.

Ao dizermos não faça isso, nosso cérebro de levado que é tende a suprimir a palavra não e acabamos por fazer justamente o que não queremos fazer.

Por que não mudar de perspectiva? Proponho aqui que não se trabalhe com a repressão. Patañjali afirmava que a melhor forma de acabar com um pensamento negativo é substituí-lo por o seu oposto.

Voltemos aqui aos ciclos viciosos.
De uma dessas conversas, sempre muito produtivas, com minha querida amiga Mônica Montone falávamos de ciclos, mas dessa vez de ciclos virtuosos.
Poucos são aqueles que na correria do dia a dia param para uma auto- avaliação. Qual o seu ciclo virtuoso?

O ciclo virtuoso nada mais é do que aquilo que fazemos quase involuntariamente mas que quase sempre passa desapercebido. São ações positivas que nos movem. Então proponho aqui que alimentemos todos s dias esses ciclos.

Não, não estou dizendo que seja fácil perceber tal sutileza. Me vem a cabeça agora de forma intuicional a nona regra ética do yôgin: o SWÁDHYÁYA.

“A nona norma ética do Yôga é swádhyáya , o auto-estudo.
• O yôgin deve buscar o autoconhecimento mediante a observação de si mesmo.
• Esse auto-estudo também pode ser obtido através da concentração e meditação. Será auxiliado pela leitura de obras indicadas e, na mesma proporção, obstado por livros não recomendados pelo orientador competente.
• O convívio com o Mestre é o maior estímulo ao swádhyáya . • O auto-estudo deve ser praticado ainda mediante a sociabilidade, o alargamento do círculo de amizades e o aprofundamento do companheirismo.
Preceito moderador:
A observância de swádhyáya não deve induzir à alienação do mundo exterior nem à adoção de atitudes que possam levar a comportamentos estranhos ou que denotem desajustes da personalidade.”
Creio que o auto-estudo seja companheiro inseparável dos ciclos virtuosos. Conhecer-se mais do que uma obrigação é um privilégio. Olhar para dentro deve ser um exercício diário e prazeroso.
Tudo começa a partir de uma escolha. Proponha-se a mudar, um pouco hoje e um pouquinho mais amanhã. Não permita que as oportunidades se percam. Supere-se. Sinta com imensa satisfação que somos donos e senhores de nossas vidas. Pratique o brilho nos olhos.
Respire melhor, dê ao seu corpo o melhor combustível. Viva de peito aberto, não se curve perante os obstáculos.
Peça colo quando precisar, dê colo assim que perceba que alguém precisa.Permitam-se a levar a vida na valsa, mas que não se confunda aqui com irresponsabilidade.
Poucos vezes tive tanta certeza de que estou no caminho certo como tenho agora. Já consigo ver meu pote de ouro no final do arco- íris. E que essa energia que transborda seja solo fértil para pessoas queridas de almas brandas.

2 comentários:

Ela disse...

Hoje seu post transbordou o exato carinho e despertar que eu precisava.
Que bom que está vendo o pote, são muitos sabia? Você vê um agora, outros virão. Tenha certeza.
Amei, o fato de pensar em olhar pora dentro e dar valor as sutilezas.

bem bacana!
Abraço

CULTURA DE BOTEQUIM disse...

Que belo texto!!!! que saudades !!!estarei por aí de 24 a 29. eba!!!!!!!!!!! nossos olhos irão brilhar como nunca. saudds. programe nossa agenda aí...te quero bela hahah
beijosssss
Carol Montone